A questão da orfandade no Brasil

Segundo dados do Sistema Nacional de Acolhimento e Adoção (SNA), do Sistema Nacional de Justiça, estima-se que até 2020 a população de crianças órfãs no Brasil acolhidas por casas de apoio alcançou o número de 30.967. Entre esse número, constatou-se que cerca de 5.154 estariam aptas a serem adotadas.

Apesar de o número de crianças afetadas por COVID-19 ser relativamente baixo, a quantidade de mortos gerada pela pandemia afetará diretamente o aumento do número de órfãos, acarretando em cifras ainda mais altas e agravando o cenário da orfandade no Brasil, já que o vírus está levando seus pais, avós e entes queridos.

Além de ser um problema de caráter social e humanitário, as consequências do aumento do número de crianças órfãs vão mais além dos dados estatísticos, elas alertam sobre a necessidade de tomadas de atitudes urgentes, não somente pela esfera pública, mas também por meio da iniciativa privada, sociedade civil organizada, ONGs, casas de apoio e Entidades de Acolhimento Infanto-juvenil.

O destino das crianças órfãs que não contam com uma rede familiar de apoio que lhes possa suprir emocionalmente e financeiramente geralmente é traçado nas ruas, o que incide no acréscimo de dados de violência, abandono, abuso e maltrato. 

Em um ponto de vulnerabilidade e exposição social, o rol desempenhado pelas Entidades de Acolhimento é fundamental para mitigar situações tão delicadas e graves como a que envolve um elevado número de crianças em situação de risco. Nesse âmbito, vale ressaltar as inúmeras ações desempenhadas por voluntários e equipes de apoio que dia a dia trabalham incessantemente e sem medir esforços para proporcionar acolhimento social e afetivo àqueles que por diversos fatores não contam com a atenção de seus genitores.

Nesse sentido, é de grande valia e destacadamente notório o trabalho realizado pelo Ministério Missões e Adoração (MMA), na cidade de Londrina (PR). Desde 2019 a Entidade desenvolve o serviço de Acolhimento Institucional na Casa Lar, contribuindo para a proteção integral de crianças e adolescentes de 0 a 18 anos de idade, de ambos os sexos, atualmente são duas casas que atendem cerca de 30 crianças e adolescentes.

Para que trabalhos como este continuem com seus propósitos vivos e para que mais crianças e adolescentes sejam amparados e tenham suas necessidades humanas supridas, é necessário que mais voluntários se somem ao grupo, seja investindo com seu tempo e talento no cuidado dessas pessoas ou contribuindo financeiramente com a manutenção dos serviços. 

Aqueles que se sentirem tocados e impelidos a ajudar de alguma forma, entre em contato com a Direção do MMA, será um grande prazer tê-los (las) como parceiros e amigos dessa causa tão nobre.

 

Imagem: Emilian Robert Vicol por Pixabay –  Redação: Lílian Mendonça – Revisão: Pastor Juciano Massacani 

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